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Vasco projeta São Januário reformado com cerca de 45 mil lugares, diz dirigente

Brasileirão19 de novembro de 2025
Vasco projeta São Januário reformado com cerca de 45 mil lugares, diz dirigente

O segundo vice-presidente geral do Vasco da Gama, Renato Brito, apresentou novos detalhes sobre o projeto de reconstrução de São Januário durante o Lance! Talks – Rio, Capital Mundial do Esporte, realizado no Salão Nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no Palácio Pedro Ernesto. No evento, o dirigente explicou que a capacidade final do estádio ainda está em estudo, mas adiantou que o clube trabalha com a ideia de ficar “na metade do caminho” entre 40 e 50 mil lugares. Segundo ele, a definição do tamanho da arena considera não apenas aspectos esportivos, mas principalmente a viabilidade financeira da obra e da operação futura.

Brito informou que os estudos indicam uma tendência para uma capacidade na faixa de 44 a 46 mil torcedores, patamar que colocaria o novo São Januário um pouco acima do estádio do Palmeiras e ligeiramente abaixo do do Corinthians. De acordo com o vice-presidente, o clube leva em conta projeções que apontam a necessidade de manter, em média, ao menos 70% dos assentos ocupados ao longo do ano para evitar que o equipamento se torne deficitário. Por isso, a decisão sobre o número de lugares é tratada de forma alinhada ao orçamento disponível, tanto para o financiamento da obra quanto para os custos permanentes de manutenção e operação da futura arena em São Cristóvão.

Capacidade do novo São Januário e critérios econômicos

Outro ponto detalhado por Renato Brito foi a venda do potencial construtivo do terreno de São Januário, considerada etapa central para viabilizar financeiramente o projeto. Segundo o dirigente, o Vasco mantém conversas com três parceiros interessados, sendo a SOD Capital a empresa disposta a adquirir cerca de 90% desse potencial. A companhia tem prazo até 12 de dezembro para concluir o processo, data que, de acordo com Brito, foi definida para oferecer segurança ao investidor. Ele afirmou que, se a SOD entender que precisa de mais tempo para cumprir todas as exigências, o clube está disposto a ajustar os prazos, desde que preservados os compromissos assumidos entre as partes.

O vice-presidente destacou que a direção vascaína procura organizar toda a documentação e as condições contratuais de forma a facilitar a atuação do investidor, com o objetivo de garantir que cada etapa seja cumprida dentro dos parâmetros legais e financeiros previstos. A conclusão dessa negociação é apontada como pré-requisito para a fase seguinte do projeto, que inclui a definição final do modelo de financiamento, o cronograma executivo da obra e os ajustes finais no desenho arquitetônico da nova arena. Somente após o fechamento da venda do potencial construtivo é que o clube pretende oficializar prazos mais precisos para o canteiro de obras em São Januário.

Venda de potencial construtivo e prazo para início das obras

Apesar de considerar o planejamento adiantado, Renato Brito evitou estabelecer uma data exata para o começo da reforma, ressaltando que ainda há etapas financeiras a serem concluídas. Ele indicou que o clube trabalha com a perspectiva de iniciar a intervenção estrutural a partir de 2026, desde que a negociação do potencial construtivo seja finalizada em condições satisfatórias. Até lá, a direção seguirá focada em assegurar que o projeto resulte em um estádio com capacidade compatível com a demanda de público, taxa de ocupação próxima a 70% e estrutura sustentável para o clube no longo prazo, reunindo os recursos necessários para transformar São Januário em uma arena modernizada, vinculada à sua função social e ao calendário de jogos do Vasco.

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