Prichard Colón falece aos 33 anos após uma década de sequelas por lesão no boxe

O ex-pugilista porto-riquenho Prichard Colón faleceu na manhã desta quinta-feira, aos 33 anos. Ele convivia com danos irreversíveis há mais de uma década, decorrentes de uma grave lesão cerebral adquirida nos ringues. A confirmação de sua partida encerra um longo período de cuidados médicos que mobilizaram a comunidade esportiva.
A perda foi comunicada por Richard Colón, pai e antigo treinador do ex-boxeador, através de suas redes sociais. Na mensagem, ele agradeceu o suporte recebido durante a reabilitação. “Bom dia, pessoal. Lamento informar o falecimento do meu filho, Prichard, neste mundo terreno. Agora ele está em um lugar melhor. Fiz tudo o que pude para realizar o desejo e o sonho dele de levá-lo de férias para Porto Rico, algo que ele queria muito, mas infelizmente não consegui. Obrigado por tantos anos de carinho e orações. Peço que, dentro do possível, continuem nos mantendo em suas preces”, declarou.
O trágico combate e as consequências neurológicas
A trajetória profissional do porto-riquenho foi interrompida em outubro de 2015, quando enfrentou o estadunidense Terrel Williams. Durante o confronto, ele foi alvo de múltiplos golpes ilegais na região posterior da cabeça, infração conhecida como golpe de coelho. Após o término do duelo, já nos vestiários, o esportista apresentou mal-estar agudo, vomitou e perdeu a consciência.
O atendimento de urgência no hospital revelou um hematoma subdural, condição que exigiu intervenção cirúrgica imediata. O ex-atleta permaneceu em estado de coma por 221 dias, recobrando a consciência apenas em 2016. Desde então, passou a viver com sequelas permanentes, necessitando de assistência contínua para suas atividades diárias e dedicação integral a tratamentos de reabilitação.
Mudanças nas regras e legado no esporte
O incidente gerou profunda comoção na esfera do boxe profissional, motivando debates sobre a integridade física dos competidores. Como resposta, o Conselho Mundial de Boxe instituiu uma diretriz regulamentar batizada com o nome do ex-atleta. A norma estabeleceu tolerância zero para socos na nuca e determinou o reforço obrigatório dos protocolos de segurança e atendimento médico em todos os eventos oficiais.






