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Prichard Colón falece aos 33 anos após uma década de sequelas por lesão no boxe

Brasileirão13 de agosto de 2026
Prichard Colón falece aos 33 anos após uma década de sequelas por lesão no boxe
Créditos: Divulgação

O ex-pugilista porto-riquenho Prichard Colón faleceu na manhã desta quinta-feira, aos 33 anos. Ele convivia com danos irreversíveis há mais de uma década, decorrentes de uma grave lesão cerebral adquirida nos ringues. A confirmação de sua partida encerra um longo período de cuidados médicos que mobilizaram a comunidade esportiva.

A perda foi comunicada por Richard Colón, pai e antigo treinador do ex-boxeador, através de suas redes sociais. Na mensagem, ele agradeceu o suporte recebido durante a reabilitação. “Bom dia, pessoal. Lamento informar o falecimento do meu filho, Prichard, neste mundo terreno. Agora ele está em um lugar melhor. Fiz tudo o que pude para realizar o desejo e o sonho dele de levá-lo de férias para Porto Rico, algo que ele queria muito, mas infelizmente não consegui. Obrigado por tantos anos de carinho e orações. Peço que, dentro do possível, continuem nos mantendo em suas preces”, declarou.

O trágico combate e as consequências neurológicas

A trajetória profissional do porto-riquenho foi interrompida em outubro de 2015, quando enfrentou o estadunidense Terrel Williams. Durante o confronto, ele foi alvo de múltiplos golpes ilegais na região posterior da cabeça, infração conhecida como golpe de coelho. Após o término do duelo, já nos vestiários, o esportista apresentou mal-estar agudo, vomitou e perdeu a consciência.

O atendimento de urgência no hospital revelou um hematoma subdural, condição que exigiu intervenção cirúrgica imediata. O ex-atleta permaneceu em estado de coma por 221 dias, recobrando a consciência apenas em 2016. Desde então, passou a viver com sequelas permanentes, necessitando de assistência contínua para suas atividades diárias e dedicação integral a tratamentos de reabilitação.

Mudanças nas regras e legado no esporte

O incidente gerou profunda comoção na esfera do boxe profissional, motivando debates sobre a integridade física dos competidores. Como resposta, o Conselho Mundial de Boxe instituiu uma diretriz regulamentar batizada com o nome do ex-atleta. A norma estabeleceu tolerância zero para socos na nuca e determinou o reforço obrigatório dos protocolos de segurança e atendimento médico em todos os eventos oficiais.

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