Matheus Pereira do Cruzeiro é apontado como meia ideal para a seleção brasileira na Copa

A atuação de Matheus Pereira no triunfo do Cruzeiro sobre o Coritiba por 1 a 0, pelo Campeonato Brasileiro, gerou repercussão positiva. Na análise do duelo, o comentarista Fellipe Bastos enalteceu o camisa 10, indicando que o atleta tem as características que faltaram à equipe nacional no último mundial.
Avaliando a postura do meia, o analista frisou sua visão de jogo. Para o profissional, o atleta é cerebral e precisa de espaço para flutuar, algo que ocorre em seu clube. “O Matheus Pereira pode ser o cara que a gente tanto quis nesta Copa do Mundo, um controlador de meio-campo, um jogador mais cerebral. Você tem que dar liberdade para ele se movimentar, não pode prendê-lo em uma faixa do campo. É isso que acontece no Cruzeiro. Ele tem liberdade, gera jogo, organiza a equipe e faz exatamente o que se espera de um meio-campista. E joga muita bola, tem muita qualidade”.
Busca por renovação no meio-campo
Essa avaliação converge com o planejamento da comissão técnica do Brasil. O treinador Carlo Ancelotti declarou que a prioridade do novo ciclo é encontrar meio-campistas de alto nível. O objetivo do comandante é melhorar a retenção de bola, criando um estilo de jogo mais cadenciado.
Em entrevista à TV Globo, o técnico explicou as carências do setor de criação, ressaltando que ataque e defesa já possuem peças firmadas. “Se surgirem jogadores novos, um meio-campista de muita qualidade, obviamente você pode jogar um futebol de mais posse de bola. Temos que observar a evolução dos novos meio-campistas. Acho que estamos muito bem servidos no ataque e também na defesa. Temos que encontrar meio-campistas de nível”.
Perfil desejado e expectativa do atleta
Mesmo vendo o cruzeirense como boa alternativa, o comentarista ponderou sobre o gosto tático do treinador. Ele citou a incerteza sobre qual estilo de armador está sendo buscado. “Eu não sei exatamente o que o Ancelotti quis dizer. Não sei se ele procura um camisa 10 clássico ou um jogador como Pedri, Rodri ou Fabián Ruiz, que organizam o jogo de outra maneira”. Diante disso, o jogador de 30 anos segue seu trabalho focado em voltar a vestir a camisa nacional.






