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América cita lesão de Gabriel Pec para rebater críticas sobre reforço no departamento médico

Brasileirão24 de julho de 2026
Foto: João Victor Pena/No Ataque)
Foto: João Victor Pena/No Ataque)

O presidente do conselho de administração do América, Márcio Vidal, negou que o clube tenha contratado o atacante uruguaio Rodrigo Piñeiro já lesionado. O atleta sofreu uma lesão muscular na coxa direita durante as atividades no centro de treinamento, antes de sua estreia. O dirigente explicou que o processo de busca por reforços envolve etapas rigorosas, incluindo mapeamento tático, viabilidade financeira, checagem comportamental e aprovação da comissão técnica, impedindo a chegada de um profissional sem condições.

Para ilustrar que contratempos físicos são acidentes imprevisíveis, o executivo citou um evento recente com o rival mineiro. Ele mencionou a situação de Gabriel Pec, adquirido pelo Cruzeiro, que sofreu uma fratura na tíbia esquerda após uma falta dura do zagueiro Victor Gabriel, do Internacional. O atacante disputava apenas sua segunda partida pela equipe celeste após chegar do futebol dos Estados Unidos, onde acumulou bons números.

Defesa da gestão e explicações médicas

Ao defender a gestão, o executivo ressaltou que imprevistos acontecem independentemente do investimento. “Aí vem alguém e fala: ‘como pode um diretor desses contratar um jogador machucado?’ Gente, o jogador chegou e machucou, o que vamos fazer? O nosso rival comprou um jogador de R$ 65 milhões, e o cara teve uma fratura. Qual a culpa que o clube tem? Aliás, um absurdo a entrada que ele recebeu. Muito triste”, declarou o presidente.

Vidal também apontou que a atmosfera negativa pode influenciar a sequência de más notícias. “Tem hora, quando o ambiente fica carregado, tudo de ruim acontece. Chegou sim um jogador, o Piñeiro, que se contundiu no treino. Eu vi ele treinando. Acontece? Acontece. Não tem como culpar ninguém”, acrescentou. O reforço uruguaio segue cronograma de recuperação, enquanto o atacante do Cruzeiro deve desfalcar os gramados por até seis meses.

Cenário de crise e luta contra o descenso

A controvérsia médica ocorre em um momento delicado para a equipe na segunda divisão nacional. O time ocupa a última posição na tabela com oito pontos em dezenove rodadas, enfrentando alta probabilidade de queda. Para evitar o descenso, o elenco necessita de uma recuperação expressiva no returno, precisando de um aproveitamento de sessenta e um por cento. Além do desempenho esportivo ruim, a instituição lida com restrições financeiras severas, que forçaram um corte drástico na folha salarial.

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