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Ramon Menezes no Cruzeiro: ex-técnico da Seleção relembra bronca em teste na base

Brasileirão08 de agosto de 2026
Ramon Menezes, ex-técnico do Brasil Sub-20
Ramon Menezes, ex-técnico do Brasil Sub-20Créditos: JUAN BARRETO / AFP

O ex-treinador das categorias de base e da equipe principal da Seleção Brasileira, Ramon Menezes, compartilhou detalhes sobre o início de sua trajetória no futebol profissional. Durante participação no podcast Storicast, o ex-meio-campista recordou o dia em que realizou sua primeira avaliação no Cruzeiro, no ano de 1983. Na época com 11 anos de idade, o garoto nascido em Contagem foi levado ao antigo campo do Barro Preto, em Belo Horizonte, por iniciativa de seu pai, que aproveitou a conexão com um colega de trabalho para conseguir a oportunidade.

A chance de participar da atividade ocorreu de forma improvisada, graças à capacidade de persuasão do pai de Ramon, que convenceu os responsáveis pela base cruzeirense a testarem o garoto. O ex-atleta relatou que o treinador dos juniores intercedeu junto ao responsável pela escolinha, permitindo a participação. O desfecho daquele dia, no entanto, gerou um clima misto no retorno para casa. Ramon foi aprovado na avaliação, enquanto o filho do colega de seu pai, que já treinava no clube e motivou a visita, acabou sendo dispensado na mesma ocasião.

Aviso inusitado sobre as cores do rival

O detalhe mais curioso daquela tarde envolveu a vestimenta escolhida pelo jovem candidato a jogador. Influenciado pelo sucesso do Atlético-MG no início da década de 1980, que contava com ídolos de peso no cenário nacional, Ramon compareceu ao teste utilizando calção e meião de cor preta. A escolha do traje, que remetia diretamente ao principal rival da equipe celeste, rendeu uma advertência imediata da comissão técnica. Segundo o ex-jogador, o responsável pela avaliação foi direto ao comunicar o resultado: “você passou no teste, mas, pelo amor de Deus, nunca mais volte aqui de preto”.

Após o episódio, o meio-campista construiu uma relação sólida com a equipe azul, onde completou toda a sua formação nas categorias de base. Promovido ao elenco profissional, ele permaneceu no clube entre 1990 e 1993, período em que disputou mais de cem partidas e conquistou três títulos, incluindo a Copa do Brasil e o bicampeonato mineiro. Curiosamente, anos mais tarde, o atleta teria a oportunidade de vestir o uniforme preto de forma oficial, defendendo o Atlético-MG entre 2000 e 2002, formando um trio ofensivo de destaque ao lado de Marques e Guilherme.

Trajetória de sucesso e passagem pela Seleção

Ao longo de seus 23 anos de carreira nos gramados, o ex-camisa 10 acumulou 291 gols, consolidando-se como ídolo em clubes como Vasco da Gama e Vitória, onde empilhou troféus estaduais e nacionais, como o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores. Após pendurar as chuteiras, iniciou sua jornada como técnico, assumindo o comando da Seleção Brasileira Sub-20 em 2022. À beira do campo, conquistou o Campeonato Sul-Americano da categoria, mas deixou a Confederação Brasileira de Futebol no final de 2025, após resultados adversos no Mundial Sub-20 e no torneio Pré-Olímpico.

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