Neymar na Seleção Brasileira: atacante oficializa despedida após 16 anos

O atacante Neymar encerrou oficialmente sua passagem pela Seleção Brasileira. O anúncio ocorreu na terça-feira, após a vitória do Santos sobre a Universidad Central-VEN pela Copa Sul-Americana. O jogador já havia sinalizado essa possibilidade logo após a eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida derradeira aconteceu no MetLife Stadium, mesmo palco onde o atleta fez sua estreia com a camisa verde e amarela há mais de uma década.
Para confirmar sua decisão definitiva, o camisa 10 concedeu uma entrevista à ge tv. Durante a conversa, o atleta resumiu o sentimento de finalizar a trajetória no mesmo estádio da estreia afirmando: “Encerrei onde comecei”. Ele também detalhou sua dedicação ao longo dos anos e cravou o fim do ciclo. “Meu momento na Seleção já foi. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida, sempre briguei e lutei pela Amarelinha, mas agora não quero mais”, disse.
Números e recordes alcançados
Durante o período de convocações, que se estendeu de 2010 até o torneio mundial deste ano, o meia-atacante acumulou marcas expressivas. Ele se despede como o maior artilheiro da história do Brasil em jogos oficiais, contabilizando 80 gols marcados. Além disso, distribuiu 58 assistências ao longo de 130 partidas disputadas. Essa longevidade o colocou ao lado de Pelé como os únicos a vestirem a camisa 10 brasileira em quatro edições distintas de Copas do Mundo.
Analisando especificamente o desempenho em mundiais, o jogador balançou as redes nove vezes e deu três passes para gol em 15 confrontos. Em relação aos títulos, sua principal conquista com a equipe principal foi a Copa das Confederações de 2013, garantida após um triunfo sobre a Espanha no Maracanã. O atleta também foi peça fundamental na conquista do inédito ouro olímpico nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016, torneio disputado majoritariamente por equipes sub-23.
Curiosidades da passagem
O detalhamento estatístico da carreira do jogador pela equipe nacional revela dados peculiares. O ano de 2014 registrou seu maior volume ofensivo, com 15 gols anotados, enquanto a seleção do Japão se consolidou como sua maior vítima, sofrendo nove tentos. O meio-campista Oscar foi o companheiro que mais lhe serviu, com cinco assistências. Apesar de somar 21 gols de pênalti e 16 nas Eliminatórias, o atacante encerra sua participação sem os troféus da Copa do Mundo e da Copa América.






