Hulk no Fluminense: atacante responde vaias da torcida e relembra idolatria no Atlético

O atacante Hulk viveu um momento tenso com a torcida do Fluminense no empate sem gols contra o Independiente Rivadavia, na última terça-feira, no Maracanã. Substituído aos dezesseis minutos da segunda etapa após atuação discreta, o atleta deixou o campo sob vaias. Apesar da recepção negativa das arquibancadas, o profissional reiterou seu compromisso com a equipe carioca e demonstrou tranquilidade em relação ao seu desempenho futuro.
A chegada ao tricolor ocorreu no mês de maio, com vínculo firmado até o fim de dois mil e vinte e sete. Contudo, os números iniciais não refletem o rendimento esperado pela diretoria. Em sete partidas disputadas, o veterano contribuiu com apenas uma assistência e marcou um único gol, evidenciando uma fase de adaptação mais complexa do que o previsto quando decidiu encerrar seu ciclo no futebol mineiro.
Declarações sobre o momento atual
Questionado sobre a pressão, o atleta mencionou sua trajetória anterior para justificar o processo de transição. “Eu me sinto leve, eu me sinto confiante quando entro em campo. As coisas não vêm acontecendo, e eu não posso jogar a toalha, pelo contrário. Se eu vim para um novo desafio, é porque eu queria coisas novas. Estava em um grande clube como o Galo, clube que tenho total respeito e sou muito grato por tudo que vivi, clube no qual era ídolo, e saí para um clube novo. É natural que tenha que construir tudo do zero, e eu vim sabendo disso”.
O jogador também demonstrou compreensão diante da impaciência dos adeptos, ressaltando que seu histórico no esporte gera altas expectativas. “É normal essa cobrança, é normal essa esperança de que as coisas possam acontecer pelo jogador que sou, pela história que carrego. Mas não só de história vive um jogador. Então, para isso, eu preciso trabalhar e mostrar, e é isso que venho fazendo. O mais importante é saber que venho sendo profissional, que venho trabalhando, me abdicando de muitas coisas para que as coisas aconteçam. Infelizmente, não aconteceu ainda, mas vai acontecer. Tenho plena convicção de que isso vai mudar”.
Passagem vitoriosa por Minas Gerais
A cobrança sobre o atacante se justifica pelo alto nível apresentado em sua equipe anterior. No Atlético, entre os anos de dois mil e vinte e um e dois mil e vinte e seis, ele se consolidou como um dos maiores nomes da instituição. Em trezentos e nove jogos oficiais, anotou cento e quarenta gols e deu cinquenta e seis assistências. Esse desempenho expressivo resultou em oito troféus, incluindo um Campeonato Brasileiro, uma Copa do Brasil, uma Supercopa do Brasil e cinco edições do Campeonato Mineiro.






