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Coletiva do Internacional tem confusão após repórter ser impedido de perguntar

23 de julho de 2026
Foto: Divulgação / Inter)
Foto: Divulgação / Inter)

O confronto entre Internacional e Cruzeiro, disputado no estádio Beira-Rio pelo Campeonato Brasileiro, terminou com vitória da equipe mineira por 2 a 1. Os desdobramentos da partida, no entanto, se estenderam para a sala de imprensa, onde um princípio de confusão marcou a entrevista coletiva pós-jogo. O clima esquentou quando um profissional demonstrou forte insatisfação com a condução do evento.

O jornalista Alexandre Ernst, do programa Intervenção, protagonizou uma discussão com a assessoria de comunicação do clube gaúcho. O motivo do descontentamento foi a impossibilidade de direcionar um questionamento ao técnico Paulo Pezzolano. Toda a movimentação foi registrada em vídeo pela transmissão da rádio Gaúcha no YouTube, ganhando repercussão imediata.

Declarações do treinador e início do atrito

Antes do encerramento da sessão, o comandante uruguaio avaliou o revés sofrido em casa. “Sabemos que será um ano difícil, teremos que lutar muito, o torcedor sabe também. Hoje, se convertêssemos, conseguiríamos os pontos. Não convertemos, temos que ser mais efetivos. Mas sabemos que será um ano de muita luta, o torcedor sabe e teremos que estar todos juntos”, disse o treinador.

Assim que a coletiva foi dada como encerrada, o comunicador expressou sua indignação no local. Sentindo-se prejudicado pela organização, ele elevou o tom para criticar a postura dos responsáveis por selecionar quem teria o direito à palavra. “O que aconteceu aqui é uma palhaçada. A gente tem 30 anos de jornalismo e tenta fazer um trabalho sério.”

Acusações de boicote e falta de resposta

Na sequência, o repórter acusou a instituição de tentar silenciar seu canal. “Vai ser assim? Beleza, mas vai comprar uma briga que não vai gostar. Realmente, a gente não se enquadra no que a maioria faz, a gente não é bruxo de ninguém aqui. Se for assim, se for quem é bruxo pode perguntar, então a gente vai ter muito problema. A gente vem aqui, a nossa audiência é uma das maiores da noite, a gente vem aqui para passar as coisas para o torcedor e fazem essa palhaçada aqui. Isso a gente não vai aceitar. Eu estou quieto o ano todo, porque sei o que está acontecendo aqui nessa palhaçada. A gente tenta trabalhar e fazer o negócio direito e esses caras pegam e boicotam a gente. Eu estou puto da vida.” A reportagem buscou contato com a assessoria do Internacional, mas não obteve retorno.

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