Auxiliar da Argentina explica conflito com jogador da Espanha após final

O ex-jogador e atual auxiliar técnico da seleção argentina, Roberto Ayala, manifestou-se sobre o incidente físico envolvendo o meio-campista espanhol Dani Olmo. O episódio ocorreu após o apito final da decisão da Copa do Mundo de 2026, na qual a equipe europeia superou o time sul-americano. Imagens capturadas pelas câmeras registraram o momento em que o membro da comissão técnica atinge o atleta durante um tumulto no gramado.
Durante entrevista concedida ao programa Esports Migdia, de Valência, o profissional demonstrou arrependimento pela atitude. Ao analisar o próprio comportamento no campo de jogo, ele declarou: “Obviamente, lamento. Devido à minha posição, não posso permitir que um sentimento, ou algo que eu possa receber da outra parte, altere meu humor e minhas ações. Lamento. Para mim, essas coisas ficam no passado, e ponto final”.
Justificativa sobre o desentendimento em campo
Na sequência da conversa, o assistente de Lionel Scaloni argumentou que sua ação foi motivada por falas do rival, sem detalhar o teor das palavras. “Foi uma reação a um comentário, mas só isso. Se eu o vir, obviamente pedirei desculpas pessoalmente.” Ele também contestou a gravidade do contato físico: “Para mim, as coisas precisam ser encerradas aqui. Foi mais um empurrão do que qualquer outra coisa, não um soco como alguns estão dizendo, e foi aí que terminou.”
O clima hostil entre as delegações teve início antes que os europeus pudessem celebrar a conquista do troféu. A instabilidade começou quando Nahuel Molina se desentendeu com um adversário, provocando a intervenção de Eric García e Gavi. A situação escalou com a chegada de Leandro Paredes, que empurrou Gavi e atingiu o meio-campista. A tentativa de defesa de García resultou em nova troca de empurrões, exigindo que outros atletas intervissem para apaziguar os ânimos.
Desfecho da partida e título espanhol
No aspecto esportivo, o selecionado da Espanha demonstrou superioridade ao longo do confronto, garantindo o bicampeonato mundial com o placar de 1 a 0. A seleção argentina, que tentava defender o título anterior, adotou uma postura defensiva e encontrou barreiras para articular jogadas. A insistência europeia no ataque foi recompensada no segundo tempo da prorrogação, quando Ferran Torres balançou as redes e assegurou a taça.



