Atlético-MG acerta saída definitiva de três atletas da base para o exterior

O Atlético-MG confirmou a transferência definitiva de três promessas da base para o mercado internacional. Os atletas envolvidos nas negociações são o volante Igor Toledo, o atacante Ryan Felipe e o lateral-direito Lucas Souza. Todos integravam o elenco sub-20 da equipe mineira e deixam o país sem terem estreado pelo time principal. Os destinos variam entre o futebol europeu e o Oriente Médio.
A diretoria estruturou os acordos para garantir lucros futuros, mesmo sem compensação financeira imediata em todas as transações. O clube assegurou a manutenção de um percentual dos direitos econômicos do trio, visando faturar em caso de vendas posteriores. Os contratos também preveem o pagamento de bônus atrelados a metas esportivas, que dependem diretamente do número de partidas disputadas pelos jogadores nas equipes profissionais de seus novos times.
Acordo no Oriente Médio
O lateral Lucas Souza, de 20 anos, assinou vínculo com o Al Wals, equipe dos Emirados Árabes. O defensor alternava entre a titularidade e o banco de reservas, somando 16 aparições nesta temporada e 41 no ano anterior. Embora a saída não renda valores imediatos, o cumprimento das metas de produtividade estabelecidas no documento pode render até 1 milhão de dólares aos cofres alvinegros, quantia que representa cerca de 5,1 milhões de reais na cotação atual.
Os outros dois negociados seguiram rumo à segunda divisão de Portugal. O volante Igor Toledo, também de 20 anos, defenderá o Portimonense. O meio-campista chegou a Minas Gerais no ano passado, vindo do Vasco, e participou de 20 confrontos pelo sub-20. Já o atacante Ryan Felipe, de 19 anos, fechou com o Torrense. O atleta chegou em 2024 oriundo do São Paulo, marcou cinco gols em 24 jogos na primeira temporada, mas atuou apenas cinco vezes neste ano.
Estratégia de mercado
A movimentação evidencia uma tática focada em dar rodagem internacional aos atletas que não teriam espaço imediato no elenco profissional. A ida para centros alternativos, como a divisão de acesso portuguesa e a liga dos Emirados Árabes, oferece aos jovens a oportunidade de desenvolvimento em competições de maior exigência física. Simultaneamente, a instituição formadora protege seus interesses a longo prazo, apostando na valorização dos jogadores no exterior para colher frutos econômicos no futuro.






